Quem vai ganhar as eleições presidenciais em 2026? Hoje, eu não cravaria ninguém

14/09/2026 às 11:30:55

 

Eleições presidenciais 2026, Lula ou Flávio Bolsonaro: quem chegará ao Palácio do Planalto? Se alguém me fizer essa pergunta hoje, minha resposta será bastante direta: eu não sei.

E não digo isso para fugir da análise. Pelo contrário. Quando observo o cenário apresentado pelas pesquisas eleitorais, vejo uma disputa apertada, com alternância de resultados e muitas variáveis ainda em aberto. Em determinados levantamentos, Lula aparece à frente. Em outros, Flávio Bolsonaro assume a liderança, tanto em simulações de primeiro turno quanto em cenários de segundo turno.

Por isso, cravar um vencedor neste momento seria mais torcida do que análise.

As pesquisas apontam para uma eleição apertada

O principal recado das pesquisas eleitorais é que a eleição presidencial de 2026 tende a ser bastante competitiva. A diferença entre os principais candidatos aparece dentro de margens que podem mudar rapidamente conforme novos fatos políticos, econômicos e sociais entram no debate.

Em uma eleição tão polarizada, poucos pontos percentuais podem fazer uma enorme diferença. Uma mudança na avaliação do governo, um debate de grande repercussão, uma crise política ou até mesmo um erro de comunicação podem alterar o humor do eleitorado.

Por isso, eu prefiro olhar para as pesquisas como fotografias do momento, e não como previsões definitivas. Elas ajudam a entender o cenário, mas não conseguem determinar sozinhas quem vencerá a eleição.

A terceira via não conseguiu se consolidar novamente

Outro ponto que chama a atenção é a dificuldade de consolidação da chamada terceira via. Mais uma vez, surgiu a expectativa de que um nome pudesse romper a polarização entre Lula e o campo bolsonarista.

Houve um sopro de crescimento em torno de Augusto Cury, mas, pelo cenário descrito, esse movimento não foi suficiente para transformá-lo em um candidato competitivo a ponto de ameaçar diretamente os dois primeiros colocados.

Esse é um problema recorrente da política brasileira: muitos eleitores dizem desejar uma alternativa, mas, quando a eleição se aproxima, acabam migrando para os candidatos com maior estrutura, maior lembrança de nome e mais chances de chegar ao segundo turno.

A terceira via pode até aparecer com força em determinados momentos, mas precisa transformar intenção em votos consolidados, presença regional, organização partidária e capacidade de comunicação. Sem isso, o crescimento acaba sendo passageiro.

Augusto Cury pode ter um papel decisivo no segundo turno

Mesmo que não consiga chegar ao segundo turno, Augusto Cury pode exercer uma influência importante na reta final das eleições presidenciais de 2026.

Algumas pesquisas indicam que boa parte dos eleitores que hoje apoiam Cury poderia migrar para Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Se essa tendência for confirmada, o candidato terá um ativo político relevante: a capacidade de transferir votos ou, pelo menos, influenciar a decisão de seus eleitores.

É justamente por isso que, segundo a análise apresentada, a equipe de marketing de Flávio Bolsonaro estaria sendo orientada a evitar ataques diretos a Augusto Cury. A lógica é simples: se Flávio precisar desses votos na segunda etapa da eleição, não faria sentido destruir antecipadamente a relação com esse eleitorado.

Em disputas apertadas, a campanha não pode pensar apenas no primeiro turno. Cada movimento precisa considerar também o que virá depois.

Os votos de Caiado, Zema e Cury podem decidir a disputa

Na minha avaliação, um dos maiores desafios de Lula está na transferência dos votos dos candidatos que ficarem fora do segundo turno.

Eleitores de Caiado, Zema e Cury, conforme indicam algumas leituras do cenário, podem ter maior afinidade com o discurso de Flávio Bolsonaro do que com o discurso de Lula. Isso não significa que todos votarão da mesma maneira, evidentemente, mas revela uma dificuldade estratégica para o campo lulista.

Flávio Bolsonaro, nesse caso, teria mais facilidade para dialogar com setores que defendem uma agenda de oposição ao governo atual, valorizam pautas conservadoras e demonstram rejeição ao Partido dos Trabalhadores.

Lula, por outro lado, precisaria buscar votos além de sua base tradicional. Não bastaria repetir a estratégia do primeiro turno. Ele teria de convencer eleitores independentes, moderados e até mesmo parte daqueles que votaram em candidatos de centro ou de direita.

A avaliação do governo também pesa

Outro fator importante é a avaliação do governo. Se a reprovação do governo Lula permanecer elevada, isso poderá dificultar sua campanha, especialmente em uma disputa de segundo turno.

Em eleições presidenciais, o eleitor costuma avaliar não apenas propostas futuras, mas também aquilo que já foi feito. Inflação, emprego, segurança pública, saúde, educação e percepção de melhora ou piora na vida cotidiana têm peso direto na decisão de voto.

Quando o governo enfrenta uma avaliação negativa, o candidato da oposição ganha uma oportunidade para transformar a eleição em um plebiscito sobre a administração atual. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro poderia tentar concentrar sua campanha na mensagem de mudança.

Lula, naturalmente, precisaria mostrar resultados, defender seu legado e convencer o eleitor de que merece continuidade. Esse é um desafio considerável, principalmente quando a disputa aparece tecnicamente equilibrada.

Opinião: Flávio Bolsonaro tem uma pequena vantagem neste momento?

Se eu tivesse de fazer uma leitura do cenário agora, diria que existe um leve favoritismo para Flávio Bolsonaro. Mas faço questão de destacar: é um favoritismo pequeno, condicionado e sujeito a mudanças.

Não vejo uma vantagem suficientemente ampla para dizer que ele já está eleito. A disputa continua indefinida, e Lula ainda possui força política, reconhecimento nacional e uma base eleitoral consolidada.

O que pode favorecer Flávio Bolsonaro, na minha visão, é a possibilidade de reunir, no segundo turno, votos de eleitores que hoje estão distribuídos entre diferentes candidatos de oposição ou de centro-direita. Se esse movimento realmente acontecer, ele poderá construir uma maioria competitiva.

Mas isso dependerá de vários fatores: desempenho nos debates, capacidade de evitar erros, alianças, rejeição, organização regional e, principalmente, da avaliação do governo Lula até o dia da votação.

Ainda é cedo para cravar o vencedor das eleições presidenciais de 2026

A pergunta “quem vai ganhar as eleições presidenciais em 2026?” continua sem uma resposta definitiva.

Hoje, eu não cravaria Lula. Também não cravaria Flávio Bolsonaro. O que posso dizer é que existe uma disputa muito apertada, com vantagem momentânea e bastante pequena para Flávio Bolsonaro, especialmente pela possibilidade de atrair votos de candidatos que não devem chegar ao segundo turno.

Ainda assim, eleição não se ganha apenas com projeções. Pesquisas podem mudar, alianças podem ser refeitas e o eleitor pode tomar sua decisão somente nas últimas semanas.

Por isso, o mais responsável neste momento é acompanhar os números com atenção, comparar diferentes institutos e evitar conclusões definitivas. As eleições presidenciais de 2026 ainda estão abertas, e, até aqui, qualquer resultado continua possível.

E você, quem acredita que chegará à Presidência em 2026? Lula ou Flávio Bolsonaro? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe este artigo com quem também está acompanhando o cenário político brasileiro.

Thiago Jacaúna, Especialista em marketing político e tráfego pago, ajudando candidatos e empresas a conquistarem seus objetivos no ambiente digital.

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